Em dia de greve geral os trabalhadores dizem não à reforma da previdência

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Desta vez a grande mídia não conseguiu reduzir as manifestações da greve geral a um simples problema de trânsito. Milhares de trabalhadores foram às ruas do Brasil, nesta quarta-feira, 15, e disseram não à Reforma da Previdência e trabalhista, que retira direitos, aumenta o tempo de contribuição e a idade mínima de aposentadoria. O presidente Temer tentou minimizar e disse: “Ninguém vai perder direito.” A verdade é que a população não acredita.

Os protestos mobilizaram movimentos sociais, sindicatos de diversas categorias como metroviários, portuários, professores, policiais, motoristas de ônibus, agricultores, servidores públicos federais, estaduais e municipais, estudantes, entre outros trabalhadores, de Norte a Sul do país.

15/03/2017 – PORTO ALEGRE, RS -Dia de mobilização contra a reforma da previdencia na praça da matriz. Foto: Guilherme Santos/Sul21

Os parlamentares, desacreditados até o último grau, terão que ouvir o “recado das ruas” ou, além da lista do Janot eles poderão entrar na lista do eleitor. Se a população se enfezar mesmo, pode abreviar a carreira política de muitos já em 2018.

Será que o colapso na Previdência poderá ocorrer por culpa do trabalhador? Não! O que está levando o país à bancarrota é a corrupção, sonegação fiscal e incapacidade dos gestores públicos. Só que a conta será paga por todos nós, inclusive as novas gerações que terão que contribuir por 49 anos. Isso mesmo, quase meio século pagando a previdência!

Os jovens das famílias que não são ricas, maioria esmagadora no Brasil, começarão a trabalhar aos 16 anos, o que jogará o estudo para segundo ou terceiro plano. Como está posto, o que se avizinha é um país de velhos dependentes ou abandonados e jovens sem formação.
As desigualdades sociais serão ainda maiores, se é que me faço entender.


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