Terceirização: bom pra quem?

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Deputados aprovaram terceirização total nas empresas
foto Gustavo Lima- Câmara Deputados

Pelo que acompanho sobre serviços terceirizados no setor público e em alguns casos do setor privado, tenho motivos para acreditar que nessa o trabalhador sempre leva a pior. Nas obras nos estádios da Copa de 2014, por exemplo, milhares de trabalhadores cruzaram os braços por atraso nos salários e condições análogas à mão de obra escrava.

Centenas de pessoas que trabalharam para empresas terceirizadas, na construção da Arena do Grêmio, aqui em Porto Alegre, denunciaram os baixos salários, atrasos no pagamento e a condições insalubres das moradias, que eram no próprio canteiro de obras.
De acordo com as entidades sindicais, outra prática comum nesse setor são os contratos de experiência por até 90 dias. A pessoa é dispensada e 180 dias depois é recontratada em outra função e, em alguns casos, com salário menor, tudo para escapar das obrigações de vínculo empregatício.

No setor público seguidas vezes acompanhamos profissionais protestando por atraso nos salários, falta de pagamento do vale-transporte, entre outros direitos. As manifestações são sempre no órgão onde as pessoas prestam o serviço. Aqui na capital temos exemplos nos executivos municipal e estadual, e a pratica é comum nas secretarias de Educação, Saúde, Obras e Meio Ambiente e Tecnologia da Informação, que mantêm terceirizados quase na totalidade dos serviços.

Parece interminável a lista de serviços terceirizados no setor público, e a grande maioria, tem as honrosas exceções, apresentam problemas de precarização da mão de obra. Desde programa para rodar folha, IPTU, passando por transporte escolar, serviços de saúde, recolhimento de lixo, pavimentação de ruas e atendimento de programas sociais, entre outros.

Empresas terceirizadas também contratam outras, o que vira uma quarteirização da mão de obra, distanciando ainda mais o vínculo com o funcionário. A experiência mostra que isso só é bom para empregadores. Quer dizer, empregador não terá mais, né?


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