O tráfico​ de drogas é vizinho de todos nós e os jovens são as vítimas

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Mal tinha acabado de jantar e ouvi uns estouros. Parecia tiro. Um atrás do outro. O coração dispara, o ouvido aguça em busca de outros sons, mas nada se ouve.

Volto pro seriado policial onde muitas mulheres são assassinadas. The Bridge se passa na fronteira dos EUA e México, e tem como pano de fundo prostituição, tráfico de drogas, imigração ilegal, assassinatos e corrupção.

Na manhã seguinte o mundo violento sai da ficção e entra na nossa vida real. Os estouros da noite anterior eram tiros e mais um jovem foi executado em Porto Alegre.

O crime de homicídio por arma de fogo se espalha pela cidade, estado e país. De acordo com o Mapa da Violência 2016, o Brasil está na 10ª posição entre os países com mais mortes dessa natureza.

A polícia ainda não tinha a identificação da vítima, mas disse que tratava-se de um jovem de vite e poucos anos. O crime engrossa outra estatística do mesmo estudo, que os homicídios com arma de fogo são maiores nessa faixa etária.

O rapaz morreu no meio da escadaria da Couto de Magalhães, entre os bairros São João e Higienópolis, zona​ Norte de Porto Alegre.
A vizinhança sabe que a gurizada usa o espaço para consumir algum tipo de droga, mas nunca teve notícias de um crime como esse.

Não era mais a ficção do The Brigde. A escadaria da Couto entrou para as estatísticas e não é mais aquela banda que a galera ia “fumar um”, meio sem compromisso.

Não sabemos se o rapaz era traficante ou usuário de drogas, bandido ou inocente, mas esse crime deixa dois grandes alertas: o tráfico​ de drogas é vizinho de todos nós, e os jovens sempre são as grandes vítimas.


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