A encruzilhada do MPF: provar os crimes dos políticos ou cair no descrédito da população

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O ministro Edson Fachin do Supremo Tribunal Federal(STF) liberou a lista com nomes das pessoas que devem explicações à sociedade, conforme entendimento do Ministério Público Federal. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, quer investigar oito ministros do governo Temer(32%), 12 governadores(45%), 24 senadores(30%), 39 deputados federais(7,5%), um ministro do Tribunal de Contas da União(9%), além dos 3 últimos presidentes do país, FHC, Lula e Dilma. Também estão na lista outras autoridades com ou sem mandato.

foto site Brasil 247

Esse é o nosso maior escândalo político resumido em percentuais. Dizer que a República caiu seria um exagero, mas abalou muito o sistema brasileiro. É importante dizer que trata-se de uma autorização, para investigar e ninguém está condenado de fato.

Agora cabe aos procuradores da Lava jato apresentar as provas, visto que as suspeitas são oriundas de delações de executivos e ex-executivos, principalmente da Odebrecht e Braskem.

E se o MP não estiver bem calçado como se diz, e esse tsunami virar uma sanga? E se isso prescrever, virar prisão domiciliar, conversão em cestas básicas ou, o que é pior, cair no esquecimento?

Estamos falando de corrupção, lavagem de dinheiro, formação de cartel, caixa dois e outros crimes, envolvendo um terço do poder executivo federal, quase a metade dos executivos estaduais, mais o Congresso e outras instâncias de poderes constituídos. Não há como ficar passivo diante disso!

Também não se pode achar que o Ministério Público terá sucesso em 100% dos casos. É claro que isso não vai acontecer. Eu já ficaria satisfeita se os procuradores conseguissem denunciar o mesmo percentual de crimes que eles estão convictos que os políticos cometeram. Suspeitam de 8 ministros? Que no mínimo tenham as provas para denunciar 30% deles. É isso ou além dos políticos, quem ficará desacreditada é a instituição.
Aguardemos!


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