Saída honrosa para quem desonrou o cargo de Presidente da República?

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Foto; Agência Brasil- EBC

Qual é o papel da justiça eleitoral, neste momento, em que o presidente da República aparece como beneficiário de dinheiro ilícito da JBS? Temer está no centro da maior crise ética da política brasileira, e ninguém discorda disso, a dúvida é até que ponto isso influencia o julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira, 6.
Tem 100% de chances de ser cassada, 100% de ser absolvida e 100% de chances de haver adiamento, o que parece é uma tendência.

O uso de caixa 2 na campanha eleitoral de 2014, objeto da ação no TSE, não oferecia grandes riscos para Michel Temer, e tudo indicava que a chapa seria separada mantendo-se o objetivo de mirar apenas em Dilma Rousseff.

Tudo mudou quando veio a público a conversa de Temer com o dono da JBS, pois a suspeita imediata foi do envolvimento do presidente nas falcatruas dos irmãos Batista. Ele recebeu no porão do Palácio Jaburu um empresário que deu nome falso para ter acesso à residência oficial. Conversou com ele sobre comprar o silêncio de Eduardo Cunha, indicou Rocha Loures como seu homem de confiança para realizar qualquer negócio, e o então deputado é flagrado por câmeras, com uma mala de dinheiro.

Um vulcão entrou em erupção e só se falava em renúncia, mas Michel Temer ainda se mantém no cargo. São muitas as especulações sobre o que representará o resultado desse julgamento. A cassação da chapa seria uma saída honrosa para quem desonrou o cargo de Presidente da República.


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