Agroindústria familiar na Expointer foi coisa do Olívio Dutra

Agroindústria familiar na Expointer foi coisa do Olívio Dutra


foto: divulgação Palácio Piratini

Muitas pessoas não sabem, outras não lembram e algumas não darão o braço à torcer, mas quem abriu as porteiras da Expointer para a agricultura familiar foi Olívio Dutra, no segundo ano do seu mandato, em 1999.

Até então a pecuária era o foco da maior exposição agropecuária da América Latina, mas o governador petista destinou um pavilhão para aos pequenos produtores.

foto:Tina Griebeler -Expointer 2017

O MST tinha invadido uma fazenda em Hulha Negra e os pequenos agricultores estavam com crachá de expositor. Os fazendeiros ficaram incomodados
e ameaçaram boicotar a Expointer.

Antes que “estourasse a boiada” o bom senso financeiro prevaleceu e a feira foi um sucesso de público e renda.

Passados 18 anos ninguém concebe a Expointer sem a presença da agroindústria familiar. Aliás, as vendas desse segmento, que representa cerca de 27% do PIB gaúcho, aumentam ano após ano.


foto: Tina Griebeler

Em 1999 eram 30 expositores com seus produtos orgânicos e coloniais. Nesta 40ª edição da Expointer, segundo dados são organização, sao 201 empreendimentos de 131 municípios do Rio Grande do Sul.
No ano passado o segmento comercializou cerca de R$ 2 milhões.

A elite rural não tolerava o Olívio Dutra, mas foi o governador que tirou a Expointer do vermelho e encaminhou o primeiro saldo positivo, segundo dados da Contadoria Geral do Estado(CAGE),apresentados na edição daquele ano.

O setor de Máquinas agrícolas, atual carro-chefe da Expointer, também foi impulsionado pelo governo de Olívio Dutra, mas este é assunto para outro post.
Por enquanto fica a foto de Olívio com representantes do Sindicato de Máquinas e Equipamentos Agrícolas do RS.


foto:Tina Griebeler

Cambará do Sul é terra de cânions, frio e até árvore lunar


Cambará do Sul na região dos Campos de Cima da Serra é tida como uma das cidades mais frias do Brasil e que seguidamente tem precipitação de neve. Mas o município de aproximadamente 7 mil habitantes tem outros encantos além do frio intenso, que são os maravilhosos cânios.

foto: Miriam Jahn

Mesmo no inverno os dias estão ensolarados neste ano, o que permite uma visibilidade maravilhosa do Itaimbezinho nos Aparados da Serra – com paredões de 720 metros de altura e 6 quilômetros de extensão – e o Fortaleza, na Serra Geral – com 7,5 quilômetros de extensão, 900 metros de altura e 1,5 quilômetros de largura.


Itaimbezinho


Cascata véu de noiva – Itaimbezinho

Itaimbezinho e Fortaleza têm trilhas com níveis de esforço leve, moderado e alto que podem ser autoguiadas, já as caminhadas pelo interior dos cânios necessitam de guia especializado. A visita ao Malacara e Churriado também deve ser acompanhada por guia.
Diversas agências na cidade oferecem esse serviço, além de cavalgadas e passeios de bicicleta ou em caminhonetes 4×4.

Casas de Cambará

Centro Cultural e Museu

Quando revisito algumas cidades sempre quero encontrar algo novo, mas que remeta ao passado e conte uma história. É assim que consigo compreender a formação de vilarejos e pequenas ou grandes cidades.

Neste meu retorno a Cambará, andando à noite pela cidade observei melhor as casas mais antigas. O patrimônio arquitetônico não está lá muito preservado, mas existe e conta uma historia importante.

Antigo colégio

Árvores de Cambará

Cambará é nome de uma árvore típica do lugar e quer dizer “folha de casca rugosa” na língua tupi-guarani. Na praça São José tem 2 exemplares da árvore símbolo do município.


Cambará

Na mesma praça tem uma sequoia, árvore que pode atingir 90 metros de altura, 6 metros de diâmetro e viver milhares de anos. Só isso é suficiente para atrair o interesse dos visitantes, mas a de Cambará é ainda mais especial, pois é uma “árvore da lua”.


Sequoia lunar
foto:Panramio

Em 1971 o astronauta Stuart Roosa levou na missão da Apolo XIV em 1971, sementes de diversas plantas para observar o comportamento. Ao retornar muitas germinaram e as mudas foram plantadas e vários países.

A versão oficial de como uma dessas mudas chegou até a Cambará do Sul é que o prefeito Pedro Teixeira Constantino (já falecido) tinha conhecidos influentes em Brasília. Plantada em 26 de novembro de 1982 a sequoia está com aproximadamente 30 metros de altura e 70 centímetros de diâmetro.
O Rio Grande do Sul tem uma segunda sequoia lunar na praça principal do município de Santa Rosa.


O turismo tem impulsionado Cambará e nos últimos anos aumentou a oferta de pousadas, hostel, bares e restaurantes com comida típica gaúcha.

Rodrigo Maia engavetou pedido de impeachment de Temer e OAB recorre ao STF

Presidente da OAB Cláudio Lamachia
foto:Valter Campanato/Agência Brasil

A Ordem dos Advogados do Brasil ingressou nesta quinta-feira(17) no Supremo Tribunal Federal com um mandado de segurança contra Rodrigo Maia (DEM-RJ), para que ele decida sobre o pedido de impeachment do presidente Temer. Há quase três meses a OAB protocolou o documento na Câmara dos Deputados, mas o presidente não deu qualquer andamento no processo o que, na opinião de Claudio Lamachia é um ato “omissivo, abusivo e ilegal”.


foto: Brasil 247

A instituição solicitou a cassação do mandato de Michel Temer baseada no parecer produzido pela comissão especial convocada para analisar a conduta do presidente Michel Temer relatada em delação premiada do empresário Joesley Batista, conforme manifestação divulgada no site da OAB.

Claudio Lamachia lembrou que Rodrigo Maia tem responsabilidades com a sociedade. “Essa postura nos leva a crer que o presidente da Câmara serve como uma muralha de proteção do presidente da República. E não é isso que a sociedade quer ver”, declarou.

A OAB ingressou com pedido de impeachment de Temer no dia 25 de maio e até o presente momento Rodrigo Maia, a quem cabe a responsabilidade de aceitar ou recusar a solicitação, não disse se aceita ou rejeita. “Não é crível, não é lógico e não é razoável que o presidente da Câmara demore 80 dias para um simples despacho de admissibilidade ou de indeferimento”, afirma Lamachia.

Já são 25 pedidos de impeachment de Temer protocolados na Câmara dos Deputados, sendo 22 por conta da delação da JBS. Rodrigo Maia não decidiu nada sobre nenhum deles.

INTEGRA DO MANDADO DE SEGURANÇA
http://s.oab.org.br/arquivos/2017/08/ms-ato-omisso-rodrigo-maia-camara-dos-deputados-nao-processamento-pedido-de-impeachment-ii-1.pdf

A Cidade do Fim do Mundo é bem pertinho

Vista do Canal de Begle à noite e com neve

Para quem gosta de frio este é um período maravilhoso para visitar as terras geladas da Patagônia argentina. Não precisa ser em Bariloche que só a fama já encarece a viagem, mas que tal Ushuaia, a cidade mais a austral do planeta, capital da Terra do Fogo?

Um lugar frio ser chamado de Terra do Fogo parece não fazer sentido algum, mas tudo sempre tem uma explicação. Segundo a Wikipedia o nome surgiu no século XVI, quando o navegador português Fernão de Magalhães – ” Fogos dispersos e colunas de fumaça das fogueiras dos nativos pareciam boiar sobre as águas, no nevoeiro do amanhecer.”

Farol do Fim do Mundo no Canal de Begle


Arbol Bandera- o vento do oceano pacífico que entorta a vegetação.

Ushuaia também tem o título de La ciudad del Fin del Mundo (A cidade do Fim do Mundo), embora os chilenos reivindiquem essa designação uma vez que Puerto Williams está mais ao Sul do continente.
Só que o vilarejo é uma base militar com cerca de 2.500 habitantes, enquanto Ushuaia tem aproximadamente 60.000 habitantes.

Tradicional lugar de fotos para quem visita a capital da Província da Terra do Fogo

Cerro Martial é uma estação de inverno pública.

Cerro Castor é a estação de esqui mais austral do mundo. Devido a baixa temperatura é possível esquiar em neve natural o ano todo.

Porto Alegre a Ushuaia são cerca de 4 mil e 400 quilômetros e no link a seguir tem informações sobre passagens aéreas e de ônibus, ambas com saída da capital gaúcha, e também sugestões de rotas para quem quer uma aventura de carro. Aliás, fazer essa viagem de carro deve ser emocionante.
https://www.rome2rio.com/pt/s/Porto-Alegre/Ushuaia

Silêncio das panelas, mudez das ruas e negociatas livram Temer da investigação

Brasília – Plenário da Câmara rejeita autorização para STF investigar denúncia contra o presidente Michel Temer (Wilson Dias/Agência Brasil)

Deputados livram Temer de investigação pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva e obstrução da justiça. (foto- Wilson Dias/Agência Brasil)

O mundo inteiro viu deputados fazendo pouco caso da rejeição do presidente Temer por mais de 80% da população. Alguns com comportamento colegial foram repreendidos pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Como se não bastasse, um parlamentar machista berra “gostosa” quando uma colega é chamada para registrar presença. Rodrigo Maia perdeu a oportunidade de alertar que o ato sexista não é atitude de homem, muito menos dentro do Congresso Nacional.

A vitória de Temer na Câmara Federal não me surpreendeu. O que me assustou foi com o silêncio sepulcral das panelas. A orquestra dos paneleiros parecia um símbolo de combate à corrupção, mas era apenas uma manifestação barulhenta contra o governo Dilma. Não estranhei os parlamentares que vociferaram contra a corrupção, na votação que aprovou o impedimento da ex-presidente, terem barrado a investigação de Michel Temer pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva e obstrução de justiça. Fiquei incomodada com a mudez das ruas.

Sumiram as chamadas “pessoas de bem”, que faziam “manifestações pacíficas” sem representação de partidos políticos e com o apoio irrestrito da imprensa. Para onde migrou toda aquela gente que clamava pelo fim da corrupção? Aquelas pessoas não dão a menor pelota se Temer está denunciado, se tinha uma mala com R$ 500 mil, se muitos dos seus ministros são réus ou se o governo comprou votos dos deputados antecipando dinheiro de emendas parlamentares.

Segundo levantamento do Jornal Valor Econômico, Temer gastou mais de R$ 13 bilhões para barrar a denúncia do Ministério Público Federal e aceita pelo Supremo Tribunal Federal. Foram R$ 4,15 bilhões com emendas parlamentares e R$ 13,2 bilhões para refinanciar a dívida de produtores rurais e aumentar os royalties da mineração.

Agora temos que preparar o bolso para pagar essa conta elevadíssima. Além da reforma da Previdência, que só os empresários acham necessária, deve vir arroxo salarial e mais cortes em programas sociais. Sem contar, é claro, com mais aumento de imposto.