A contagiante inquietação do repórter Carlos Wagner


Carlos Wagner foi homenageado no 12º Congresso da Abraji (Foto: Alice Vergueiro/Abraji)

Se ainda não viste o filme sobre a trajetória do repórter Carlos Wagner de Zero Hora, faça isso agora mesmo. É para rir e se emocionar. Sabe quando escolhemos jornalismo pensando em mudar o mundo? Pois é, o Wagner, como nunca vi alguém fazer, passa essa certeza: o jornalismo pode sim, mudar o mundo. Como? Aí cada um tem que descobrir, se realmente quiser, quais histórias verdadeiras pode contar, independente de estar em veículo tradicional ou em mídias independentes.

Este filme sobre a trajetória do repórter foi realizado pela Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), para homenagear Carlos Wagner no 12º Congresso Internacional da entidade, em São Paulo. Sua inesgotável disposição é uma injeção de ânimo em qualquer jornalista que ainda acalente aquele desejo de viver de contar boas histórias.

No meu tempo de rádio Gaúcha tive oportunidade de conviver com o Carlos Wagner, pena que foi pouco, mas nos plantões de final de semana vi que ele valorizava uma simples “ronda policial”. Pensava eu: como esse baita jornalista dá importância para uma informação que rende, no máximo, uma notinha? Que história tem aí que eu não peguei? Talvez fosse só uma inquietação, mas aprendi e ele nem sabe disso, pois nunca contei, que uma coisa é dizer que uma grande matéria pode estar numa “ronda” e outra é entender como isso funciona.

Obrigada, Carlos Wagner

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